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Phil Spencer relembra o ano de 2013 do Xbox sob a liderança de Don Mattrick

Executivo considera aquele como ano importante e desafiador, pois moldou o Xbox atual

2013 foi sem dúvida um dos anos mais memoráveis da 7° Geração e até mesmo da própria 8° Geração (apesar dela ter começar o exatamente ali), onde na época vivíamos um momento em que a Microsoft era a principal e antecipada empresa sob a vitrine de espera do seu novo hardware, enquanto a Sony vivia um momento de ter que reconquistar os fãs após a vida útil do PlayStation 3.

Já sabemos hoje como essa história terminou, e hoje o PlayStation está mais forte do que nunca, enquanto o Xbox teve seu tropeço e uma vida com o Xbox One, que basicamente teve de sempre corrigir suas falhas do lançamento, conseguindo superar os obstáculos impostos no seu lançamento.

Naquele período as visões de mercado na indústria de videogames eram bem diferentes das que temos hoje em 2021, não só de Sony e Microsoft, mas das Third-Party e dos estúdios parceiros que trabalhavam com eles naqueles anos.

Um exemplo? Em 2013 a Sony estava fortemente vinculada a Ubisoft e seus novos hits como Watch Dogs e Assassin’s Creed IV: Black Flag, e hoje ela está muito mais próxima do Xbox em termos de parceiro.

O mesmo para a Microsoft, que naquele ano havia um histórico relacionamento com a Activision desde 2005, onde Call of Duty e o Xbox vivam praticamente juntos há uma década. Nos dias de hoje, ele está ligado quase exclusivamente ao PlayStation.

Falando a respeito da época da divisão Xbox em 2013, que na época era liderada por Don Mattrick, o atual CEO da marca, Phil Spencer, comentou com a IGN sobre os principais fatores daquele ano, e como ele foi importante e desafiador para termos o atual Xbox de hoje em dia.

De acordo com o executivo, um dos maiores baques foi aprender a não ouvir tudo o que os consumidores querem, mas sim o que o Team Xbox (a divisão e seus líderes) em si viam que era o certo e que deveria ir para frente, como a atual política da empresa de lançar jogos no PC ou mesmo ser mais “aberta” aos consumidores do que ela era antes.

Ele diz:

“O lançamento do Xbox One foi um momento muito importante para a equipe verificar realmente, o que defendíamos? O que queríamos ser a medida que avançávamos? Como queríamos apostar uns nos outros? Obviamente, para a marca foi um ano desafiador, havia muito para aprendermos.”
“As coisas que vejo na equipe agora, de ouvir a comunidade, nos desafiar, não ficar na bolha em que estamos e tínhamos de seguir um “roteiro planejado”, mas tentando inovar e evoluir sobre o que se trata videogames.”

“Acho que muito do que somos hoje é realmente daquele primeiro ano de lançamento do Xbox One, onde obtivemos uma verdadeira dose fria de realidade em termos de nos concentrarmos não no que os clientes queriam, mas talvez no que pensávamos que precisávamos fazer. Ser daquela forma funcionava.”

Fonte:gamevicio