Peter Moore diz que o PS2 não foi a única coisa que matou o SEGA Dreamcast

O Ex-Presidente e CEO da Sega America e Xbox fala sobre o assunto

Dreamcast é um dos consoles mais queridos da história, especialmente para os fãs da SEGA, já que foi o último sistema criado pela mítica empresa japonesa até hoje, contornando as versões Mini.

Uma máquina que merecia mais, e que Peter Moore, Ex-Presidente da Sega America na época, faz um balanço. E quem afirma em entrevista à Gamesradar que o crescimento do PS2 não foi o único “culpado” .

Moore aprecia o excelente trabalho que o PlayStation fez naquela época com o PS2, valorizando o Emotion Engine:

“Eles fizeram as coisas que a Sony faz muito bem e foram ao máximo, como fizeram com todas as versões do PlayStation desde então.”

Mas o CEO não acredita que o sucesso de seus concorrentes foi decisivo para o fim, mas sim foco excessivo no desenvolvimento de jogos japoneses e com menos atenção ao Ocidente.

“Quando você olhava para o estilo de desenvolvimento japonês na época, era sobre deixar os desenvolvedores descobrirem o que querem fazer e, em seguida, eles informam o que farão.”

“Você só sabia o que a equipe estava fazendo nas fases de desenvolvimento alfa, ou às vezes no protótipo. Até então, você não sabia o que estavam fazendo. A SEGA tinha nove equipes trabalhando assim, e é algo que não acontece no mundo moderno”, diz Moore.

Por outro lado, e mais focado nos videogames, Peter Moore viu claro quando a fama do GTA começou a atingir fortemente a sociedade:

“Apesar da polêmica inicial, esse era o caminho que a indústria estava trilhando. Mas nosso conteúdo era japonês, com espadas, ninjas, peixes ou fantasia. A gente já previa isso”, conta Moore.

Fonte:3djuegos