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Foram reveladas novas informações sobre Starfield

Câmera, duração, escopo e +

Todd Howard é um dos grandes nomes da indústria de jogos, o gênio criativo responsável por jogos de RPG inovadores como as séries The Elder Scrolls e Fallout. Ele pode não ter o perfil de estrela do rock de Hideo Kojima, ou a aura de autor de Tim Schafer, mas seu trabalho é facilmente equiparável a eles.

Como tal, um novo jogo do Todd Howard é uma grande coisa. Starfield é uma IP extensa, completamente nova e ambientada no espaço e que, exceto por um anúncio na E3 2018 sabemos pouco mais do que seu nome, não sabemos absolutamente nada sobre ela – até agora. O jogo recebeu um teaser trailer de 2 minutos logo no início da conferência do Xbox na E3 2021, e, embora repleto de easter eggs e pistas obscuras sobre o mundo de Starfield, o que ainda revela muito pouco sobre o próprio jogo.

Em uma entrevista com o The Telegraph, Todd Howard falou mais a respeito do jogo. Ele disse o seguinte:

“Bem, será lançado no próximo ano, então haverá muito tempo para mostrar um gameplay – e faremos isso mais perto do lançamento, como costumamos fazer”, explica ele com paciência. “Mas direi o seguinte: é um jogo em primeira ou terceira pessoa, como os nossos outros jogos. Gostamos desse estilo de jogo. A primeira pessoa para nós ainda é a nossa principal forma de jogar. Assim, você pode ver o mundo e tocar todas essas coisas.”
“É também um jogo de RPG um pouco mais hardcore do que fizemos. Tem alguns sistemas de personagem realmente ótimos – escolhendo sua formação, coisas assim. Estamos voltando a algumas coisas que costumávamos fazer nos jogos há muito tempo e que sentíamos que realmente permitiam que os jogadores expressassem o caráter que desejam ter. Então, acho que quando você o ver sendo jogado, você reconhecerá como algo que fizemos.”

Anteriormente, Howard falou sobre Starfield ter o DNA da Bethesda Game Studios. O que isso significa para ele e como isso influenciou o jogo especificamente?

“Bem, gostamos de colocá-lo em um mundo onde não estamos arrastando você pelo orelha e dizendo que você deve fazer X, Y e Z, e que está tudo bem se você quiser testar os [limites do jogo]. Tipo, posso ler este livro? Posso pegar isso? Posso fazer isso? E se eu fizer isso? E o jogo está dizendo apenas ‘sim’.
“E tem objetivos e histórias em grande escala, mas esse tempo é recompensador para você. E se você quer apenas passar algumas horas vendo o pôr do sol ou colhendo flores, isso será gratificante também. Os momentos de silêncio são realmente muito bons.”

Sem jogabilidade para falar a respeito, a entrevista girou em torno do tom e dos temas de Starfield. A estética visual do trailer é mais corajosa e fundamentada do que a vibração mais familiar das óperas espaciais de grande orçamento, com equipamentos no estilo retrô e acenos para os exploradores do mundo antigo. O rival artístico de longa data de Howard, Istvan Pely, cunhou a abordagem visual do jogo como um ‘NASA-punk’.

“Isso não é Star Wars ou Jornada nas estrelas, é meio que algo único – e acho que à medida que mostrarmos mais, esperançosamente, isso abrirá seu próprio nicho”, diz Howard.
“Então, se você olhar para a nave – provavelmente você pode imaginar uma nave muito mais elegante 300 anos no futuro, né? Mas ela tem semelhanças com o programa espacial atual.”

Howard se esforça para enfatizar que Starfield é apenas um jogo, mas sua base na realidade científica parece estar muito distante da fantasia de ficção científica da série Mass Effect. Durante o curso do desenvolvimento, Howard até visitou a organização Space X de seu velho amigo Elon Musk para realizar algumas pesquisas de campo – “para falar com pessoas que podiam ver mais longe do que eu estava vendo agora”. Curiosamente, Howard revela que essa abordagem influenciou não apenas a aparência e a sensação de Starfield, mas também a sua jogabilidade.

“É poder brincar com algo onde o nível de tecnologia e a lógica de como a humanidade chegou onde está. Você sabe, como as pessoas vivem? Como funciona o equipamento? Quais são as regras de comunicação? Você presume no jogo que pode se comunicar de um planeta para outro, ou alguma outra coisa remota. Mas nós temos as regras. Não, eles não podem – isso vai levar anos!”
“É… acho que você poderá ver alguns disparos de lasers”, ri Howard timidamente. “É um jogo, não vamos nos enganar. Mas quando você constrói essas coisas, você pode se apoiar nelas e elas criarão sua própria vibração. Há uma caixa no trailer – é uma caixa com um relógio, na verdade. Você faz parte da Constellation, então você ganha o relógio dexplorador. E isso é parte da identidade de… você sabe, como essa coisa funciona? O que isso faz? O que isso não faz? Tom. Muito disso é tom.”

Quando perguntado se Starfield seria fantasioso como a série The Elder Scrolls, Todd respondeu o seguinte:

“Bem, o principal é quando você está fazendo um jogo, é bom ter algum conceito que você possa usar para dar ao jogador um poder além do equipamento. Ou você tem equipamentos ou itens que deseja que tenham algum tipo de mana”, explica Howard. “É muito mais fácil em um jogo de fantasia, certo? Magia! Fallout tem radiação e tecnologia maluca.”
“Não vou me aprofundar muito nisso, mas encontramos maneiras de fazer você acreditar nisso no universo de Starfield. Então, sim, temos lasers. Temos lasers no vácuo [risos]. E também há som no vácuo. Então, descobrimos algumas maneiras que não vou abordar agora para fazer com que o jogador e nós tenhamos a capacidade de fazer essas coisas. Mas isso demorou um pouco.”

Existem raças alienígenas também – embora Howard não divulgue como elas se relacionam no universo do jogo (“Há uma maneira de abordá-la, eu direi isso”) – e planetas para explorar. Quão desafiador é projetar um universo aberto em comparação com um mundo aberto? Os mundos de Elder Scrolls e Fallout são grandes, mas relativamente independentes. O universo é, por sua própria natureza, infinito.

“Não necessariamente…” rebate Howard. “Não quero criar expectativas malucas sobre isso. Você sabe, temos cidades e as construímos como fizemos com as cidades que construímos antes. E temos muitos locais que estamos construindo como construímos antes. E queremos que a experiência de você explorá-los seja, você sabe, tão gratificante quanto fizemos antes.”
“Existem alguns aspectos diferentes sobre isso, dado o assunto, mas gostamos disso nos jogos. Queremos apontar em uma direção e caminhar e ter nossa curiosidade aguçada e, esperançosamente, recompensada.”

Howard é rápido em assegurar que Starfield é um jogo enorme, sendo projetado para ser explorado.

“É muito grande, sim. As pessoas ainda estão jogando Skyrim e aprendemos com isso. Passamos mais tempo construindo [Starfield] para ser jogado por um longo tempo, se você escolheu ele, você só queria continuar jogando. Tem mais alguns ganchos para isso, que adicionamos mais tarde a um jogo como Skyrim… enquanto ainda nos certificamos de que alguém que só quer jogá-lo e passar pelas missões principais e “ganhar”, ou sentir que alcançou algo grande e factível.”

O teaser trailer de Starfield declara que ele é um universo que passou ‘25 anos em construção’ e, pela primeira vez, isso não é um mero exagero de marketing. Os conceitos do jogo têm ruminado na cabeça de Howard há décadas, mas só agora ele conta com a tecnologia necessária para poder tirá-lo do papel.

Resumindo para vocês, esses são os principais detalhes a respeito do jogo:

  1. Câmera em primeira ou terceira pessoa, de acordo com a preferência do jogador.
  2. Gameplays serão mostradas perto do lançamento.
  3. O jogo será grande, pelo menos terá 100 horas de duração.
  4. Terá uma abordagem visual “NASA-punk”, uma ficção científica com estilo retrô.
  5. Será o RPG mais hardcore criado por Todd Howard.
  6. Será realista e baseado na ciência, mas ainda assim será um jogo.
  7. Terá raças alienígenas e planetas exploráveis.
  8. Starfield será lançado para Xbox Series e PC em 11 de novembro de 2022.
Fonte:gamevicio