Double Fine nega rumores de estar trabalhando em um novo Banjo-Kazooie

Tim Schafer diz que admira e respeita as IPs dos seus irmãos da Rare, mas não deseja trabalhar em suas franquias

Tim Schafer é um dos diretores de videogame mais influentes de todos os tempos, sendo diretor e criador de jogos de aventura amados de point and click, como The Secret of Monkey Island, Full Throttle, Grim Fandango e Indiana Jones, todos na sua época de chefe da LucasArts.

Schafer também é conhecido por fundar a desenvolvedora de videogames Double Fine Productions, que foi comprada pela Microsoft em 2019.

Como a Microsoft mostrou um interesse recente em reviver as antigas IPs da desenvolvedora Rare com títulos como Killer Instinct, Battletoads, e o futuro Perfect Dark, muitos olharam para Double Fine como possíveis candidatos para desenvolver um Banjo-Kazooie. No entanto, em um podcast recente da IGN, o fundador do estúdio Tim Schafer negou esses rumores.

A Double Fine Productions foi fundada em 2000 depois que Tim Schafer deixou a LucasArts, após a mudança do estúdio para o desenvolvimento de jogos de ação-aventura focados na franquia Star Wars.

Cinco anos após sua fundação, a Double Fine lançou Psychonauts, que originalmente era para ser um exclusivo do Xbox, mas mais tarde acabou sendo lançado no PC e PlayStation 2. O estúdio passou a desenvolver títulos como Brutal Legend e Broken Age, e remasterizações dos títulos da LucasArts de Schafer.

O estúdio está atualmente desenvolvendo o Psychonauts 2, que é o resultado de uma campanha de crowdfunding bem-sucedida de Fig e da aquisição da Microsoft em 2019. Ele ia ser publicado pela Starbreeze, porém agora é pelo Xbox Game Studios.

Com o status da Double Fine como uma desenvolvedora criativa e imaginativa, muitos fãs começaram a especular após sua aquisição que Double Fine poderia ser um provável candidato para desenvolver um remake ou sequência da icônica franquia Banjo-Kazooie da Rare.

Além de uma aparição em Super Smash Bros. Ultimate, a franquia está adormecida desde Banjo-Kazooie: Nuts & Bolts, que muitos criticaram como um grande afastamento dos jogos de plataforma 3D do Nintendo 64.

Em uma entrevista com Ryan McCaffrey da IGN como parte do Podcast Unlocked, ao discutir o desenvolvimento de títulos dentro do portfólio da Microsoft, Schafer comentou:

“É uma coisa interessante de se pensar, mas acho que seria um mal uso da Double Fine. Nossa coisa toda é fazer jogos acima do anterior.”

Discutindo a possibilidade da Double Fine desenvolver um novo Banjo-Kazooie, Schafer afirma:

“Eu acho que é bom que as pessoas pensem em nós quando pensam sobre esse jogo porque eu acho que é definitivamente inspirador e eu realmente gosto dessa franquia. Se eles pensarem na Double Fine quando eles pensam em jogos de plataforma coloridos, é ótimo que pensem em nós, mas faremos algo novo que as pessoas gostem tanto quanto.”

Schafer foi muito aberto sobre os ciclos de desenvolvimento dos jogos da Double Fine no passado, encomendando vários documentários que narram o desenvolvimento de jogos como Broken Age, Grim Fandango Remastered e Psychonauts 2. Ele também foi muito aberto sobre as lutas que a Double Fine Productions teve que enfrentar para ver sua visão criativa até o fim.

Tudo isso torna compreensível por que Schafer seria contra o estúdio fazer um jogo dentro da franquia de outra desenvolvedora, ainda mais por essa empresa agora ser sua irmã. Especialmente porque Psychonauts 2 é apenas a segunda sequência que o estúdio fez em seus 20 anos de história, com o outro sendo Costume Quest 2.

Schafer afirmou muitas vezes no passado que a razão para a aquisição do estúdio pela Microsoft foi para garantir a liberdade financeira e criativa do estúdio, já que o estúdio teve que fazer crowdfund de vários títulos no passado devido à falta de interesse da editora em seus títulos.

Fonte:gamerant